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07/01/22 às 19:02

Aceita permuta? Entenda como o seu imóvel pode ser usado na troca por outro

A comercialização de imóveis por meio do tradicional contrato de compra e venda não é a única modalidade de negócio disponível no mercado imobiliário.

Aceita permuta? Entenda como o seu imóvel pode ser usado na troca por outro

A comercialização de imóveis por meio do tradicional contrato de compra e venda não é a única modalidade de negócio disponível no mercado imobiliário. Quem está à procura do seu novo lar, e querendo vender o “antigo”, já deve ter se familiarizado com o termo que está cada vez mais na boca – ou nos comentários – de consumidores nas redes sociais e nos portais do ramo.

É que em meio ao processo que tende a ser mais longo entre a disponibilização do imóvel à venda e a efetiva transação comercial do mesmo, a permuta acabou tornando-se uma alternativa vantajosa, muitas vezes prática, para a pessoa que gostaria de mudar-se para uma outra propriedade que atenda às necessidades atuais de moradia dela.

E se a necessidade do consumidor em mudar-se para uma nova localidade é o ganho com a qualidade de vida ou com o tempo gasto indo ao trabalho, terá de ponderar sobre os contextos que influem no negócio, sobretudo em caso de torna, e colocá-los na balança.

Não é raro encontrar famílias que desejam um lugar maior para morar e que têm dificuldade na venda do imóvel onde residem. Neste caso, ainda que encontrar outro proprietário com interesse recíproco também demande certo tempo, estar aberto à permuta possibilita atrair um maior número de interessados à medida que as chances de negócio crescem igualmente.

E aí, você aceita? Considere as seguintes explicações para avaliar se este tipo de acordo pode ser uma solução interessante para o seu caso e quais as vantagens e os cuidados que devem ser tomados ao longo das tratativas e na hora de selar o acordo com a parte interessada. Boa leitura!

Em linhas gerais, a permuta de imóvel nada mais é que a troca por outro bem de cunho imobiliário com valor equivalente ou não de mercado. Ou seja, é uma prática em que a aquisição não ocorre por meio do repasse total em dinheiro, sendo que o imóvel pode ser usado tanto como parte do pagamento quanto de forma integral sem que haja a necessidade de torna. Tudo vai depender do que está em jogo e as variáveis que incidem sobre o acordo, como, por exemplo, a localização das propriedades.

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A permuta é uma alternativa de grande auxílio para quem quer se mudar para outro imóvel – de preferência, em curto prazo. 

Isso significa que, embora um bem possua características similares ao outro, seja pelo número de dormitórios ou pela metragem, o mercado da região onde está situado é um dos fatores decisivos na hora de diferenciá-lo monetariamente.

E se a necessidade do consumidor em mudar-se para uma nova localidade é o ganho com a qualidade de vida ou com o tempo gasto indo ao trabalho, terá de ponderar sobre os contextos que influem no negócio, sobretudo em caso de torna, e colocá-los na balança. O que pesa para você?

Sabe-se que a permuta é essencialmente uma troca. Mas, de o que pelo que, afinal? Qualquer tipo de imóvel, casa, apartamento, área ou lote para construção pode ser objeto de transação imobiliária.

A família que tem um terreno próximo ao Centro da cidade pode atrair o interesse de uma incorporadora com a pretensão de investir em um empreendimento futuro cujo público-alvo é o consumidor que valoriza morar perto do comércio e do transporte público em geral, por exemplo. Neste caso, o pedaço de terra seria a moeda para a troca por unidades habitacionais a serem construídas.

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Proprietários de lote podem beneficiar-se com a troca por imóveis em estoque ou ainda a serem construídos na localidade. 

Já a permuta com compensação em dinheiro é outra possibilidade, sendo a mais comum devido justamente à clara dificuldade de um imóvel x ser avaliado semelhantemente ao Y e, também, às poucas opções disponíveis de propriedades cujos donos demonstrem interesse em acordar um imóvel de valor equivalente aos deles.

Quem está disposto a este tipo de contrato geralmente tem a questão financeira como a principal justificativa. São proprietários que não querem contrair novas dívidas por meio de empréstimos ou financiamento bancário com parcelas duradouras ou que, por outro lado, desejam receber uma quantia em dinheiro ao passo que se desfazem de um imóvel com custo elevado ou em desacordo com os atuais hábitos de vida.

E ainda que haja o desembolso de valor complementar, e o IR deva ser pago pelo proprietário que recebeu a quantia, a economia gerada ainda torna o negócio atrativo.

De fato, ter a posse de um imóvel que possa ser barganhado é uma saída interessante se o problema é a indisponibilidade de reservas financeiras para realizar investimentos ou adquirir uma nova moradia. Após efetivada a transação, ambas as partes podem usufruir do imóvel da maneira como acharem melhor: alugar, revender, construir, etc.

Outro grande benefício, especificamente no caso da permuta total, é a isenção da tributação do imposto de renda, uma vez que não há contrapartida financeira no negócio. O leão entende que não houve variação patrimonial, porque o custo com a aquisição do bem por meio da permuta sem torna é igual ao valor declarado do imóvel pelo antigo dono.

E ainda que haja o desembolso de valor complementar, e o IR deva ser pago pelo proprietário que recebeu a quantia, a economia gerada ainda torna o negócio atrativo. Isso porque o pagamento pelo tributo é proporcional à torna recebida. Quanto menor, menor também será o encargo.

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Além de analisar se a propriedade da outra parte seria interessante para a sua família, avalie, também, as normas de tributos e a criação de dívidas em caso de compensação financeira. 

A parte contratual da permuta também é menos burocrática quando comparada ao tradicional contrato de compra e venda. O documento deve ser firmado em cartório e uma nova escritura realizada para cada imóvel com todos os detalhes da operação.

Quando o assunto é permuta, toda atenção é pouca. Os proprietários devem solicitar a documentação dos imóveis para verificar a legalidade de ambos, e, consequentemente, a viabilidade de uma transação.

Considerar que cada imóvel possui características singulares e uma valorização correspondente também é essencial e possibilita uma negociação saudável com redução nas chances de dores de cabeça. Sabe-se que chegar a um consenso demanda tempo e paciência, mas uma comunicação transparente e postura aberta às tratativas tornam o processo menos desgastante.

Não é à toa que contar com os serviços de uma empresa especializada no segmento é o ideal. O profissional do mercado imobiliário possui a qualificação necessária para fazer a intermediação entre as partes interessadas assegurando o negócio.

 

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Em se tratando de negociação, a permuta não é uma operação simples. Por isso, o mais indicado é contar com um profissional capacitado para auxiliar o trato.

O objetivo é que nenhum lado sinta-se lesado por meio de uma avaliação injusta do bem ou mesmo que arrependa-se, posteriormente, com pontos que não foram deixados claros. Ou seja, um problema interno ou externo que só é percebível morando no local. Portanto, o acompanhamento do corretor ao longo de todo o acordo o torna crível e seguro.

O corretor também é um grande aliado do morador que considera a possibilidade de permuta e pesquisa por imóveis com a mesma condição. Por experiência, ele possui o know-how e a sensibilidade de entender qual o imóvel que realmente atenda a necessidade do cliente. Isto é, nada de perturbações ou perca de tempo com negócios que, visivelmente, são inconvenientes e que não darão em nada.

Aceita permuta?

 

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